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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

História do Honda Accord 1976 à 2006.

Honda Accord 1976
O Honda Accord nasceu nos Estados Unidos na primavera de 1976. Ele era o maior e mais ambicioso carro da Honda até então, incorporando ainda os princípios de engenharia e consciência de peso nascidos da experiência que a Honda tinha com motocicletas.
A disposição da tração dianteira e da configuração hatchback expandiram-se sobre os conceitos do Civic. Como resultado, o Accord oferecia uma boa aceleração e consumo de combustível melhor que a média, em uma versão surpreendentemente compacta e espaçosa. Ele também mostrava uma extraordinária atenção com relação aos detalhes, algo que os americanos estavam aprendendo a esperar de todos os carros japoneses. Importante também foi que ele reafirmou o compromisso da Honda por um ar mais limpo com o novo motor CVCC.

O Honda Accord foi um sucesso instantâneo em 1976.
2007 Honda via Wieck
O Honda Accord foi um sucesso instantâneo em 1976
Com tudo isso, o Accord foi um sucesso de vendas instantâneo. A demanda rapidamente ultrapassou o fornecimento e os clientes amargaram longos meses de espera até a entrega. O estilo inovador e a adição de quatro portas na carroceria do sedã fizeram com que as vendas continuassem nos anos 80. Na verdade, o Accord tornou-se tão popular que a Honda decidiu fabricá-lo nos Estados Unidos. Essa etapa não foi completada para aliviar um problema de abastecimento de curto prazo. Foi um ato político e econômico e demonstrou que os trabalhadores americanos podiam fazer carros de alta qualidade da mesma forma que seus companheiros japoneses.
Honda Accord 1977
O Honda Accord debutou com um cupê hatchback de duas portas com tração dianteira e motor de 1,6 litro, quatro cilindros com carburador de três corpos, comando de válvulas único no cabeçote e o sistema de combustão com "queima pobre" CVCC (compound vortex controlled combustion, combustão controlada por turbilhonamento composto, em inglês),  patenteado pela Honda. A potência do motor era modesta, com apenas 68 cv, mas era o suficiente para movimentar o peso básico de 916 kg. O câmbio de série era manual de cinco marchas. Uma caixa Hondamatic de duas marchas era opcional, mas raramente solicitada, pois não tinha a suavidade e flexibilidade das automáticas americanas.
Dimensionalmente, o Accord era um pouco maior do que o hatchback Civic, aproximando-se do tamanho do contemporâneo cupê esportivo Volkswagen Scirocco. A distância entre eixos era de 220 cm; as dimensões comprimento-largura-altura mediam 413 x 162 x 133 cm. Outros destaques do projeto incluíam suspensão independente nas quatro rodas, freios hidráulicos de fábrica com a discos na dianteira com servofreio de série e direção precisa com rack e caixa de pinhão e cremalheira.
Igualmente raro para um compacto econômico eram os muitos recursos sem custo do Accord. Estavam incluídos rádio AM/FM, hodômetro parcial, conta-giros, limpador/lavador do vidro traseiro, saídas de ar para descongelamento do vidros das portas dianteiras, limpadores intermitentes, espelho interno dia/noite e um encosto traseiro escamoteável. Também estavam incluídos um prático  porta-moedas no painel, um mostrador gráfico mostrando quando as portas e tampa traseira estavam entreabertas e luzes de lembrete de manutenção para rodízio dos pneus e troca de óleo/filtro de óleo.
O preço de tudo isso ficava por volta dos US$ 4.000, que colocava o Accord no topo da classe dos compactos, mas esse valor não era ilógico considerando-se os vários itens interessantes e a fabricação de alto nível. O Accord também apresentava problemas, inclusive ferrugem prematura nas áreas em contato com a neve, superaquecimento e vários problemas com o sistema de escapamento, carburador e freios. Ainda assim, era mais confiável e durável do que muitos carros bons americanos da época.
Honda Accord 1978
Um segundo modelo foi o destaque do ano do segundo modelo do Accord. Chamado de LX, referente a "luxo", ele tinha a mais, além do modelo básico, ar-condicionado de fábrica, direção hidráulica assistida variável, pneus radiais com cintas de aço, relógio digital, rádio AM/FM e acabamento interno de luxo. O preço de tudo isso era de aproximadamente US$ 600, bastante alto naquela época. A Honda continuou sua prática de não oferecer opções de fábrica, apesar de as concessionárias estocarem vários acessórios com preços que podiam proporcionar um bom lucro.
Honda Accord 1979
O sedã de quatro portas se juntou à linha do Honda Accord 1979 e os três modelos adotaram o motor de 1,8 litro com 72 cv de potência, um ganho de quatro em relação ao 1.6 anterior. O sedã era um pouco mais pesado e alguns centímetros mais comprido do que os Accord hatchbacks, mas compartilhavam a maioria das outras dimensões e recursos.

Em 1979, foi apresentado o sedã Honda Accord de potência mais alta
2007 Honda via Wieck
Em 1979, foi apresentado o sedã Honda Accord de potência mais alta
Honda Accord 1980
Apesar de o período inflacionário ainda estar causando muitos problemas, com preços assustando, as vendas do Honda Accord continuaram com tendência de subida para este ano-modelo. Houve apenas uma única alteração, mas era importante: uma moderna caixa automática de quatro marchas iria substituir a impopular Hondamatic. Ela era opcional para todos os modelos ao custo de US$ 250, mas os requisitos de emissões ditavam que a potência do motor seria colocada de volta a 68 cv.
Honda Accord 1981
O Honda Accord ficou inalterado com exceção das cores, que foram revisadas e os tecidos internos, além da direção hidráulica assistida variável do sedã. Este seria o último ano do projeto da primeira geração - e o ciclo de projeto dos últimos cinco anos do Accord antes de 1998.
O Accord foi um vencedor desde o começo, tornando-se uma presença habitual no Consumer Guide em sua lista de Melhor Compra de carros novos. Existiram boas razões para isso. Como a revista salientou em 1981, esse Honda "é adequadamente nomeado. É uma mistura harmoniosa do baixo consumo de um carro pequeno, o rodar surpreendentemente macio, baixos níveis de ruído, fabricação cuidadosa tanto interna como externamente e com um desempenho que agrada. É também muito bom de dirigir. A respeito das únicas duas áreas de discórdia estão o porta-malas e o banco traseiro, ambos um pouco pequenos para a maioria dos americanos. O que você realmente tem com o Accord é uma espécie de limusine em miniatura. Ele também oferece alguns dos mais inteligentes itens de engenharia da indústria. O Accord não é uma barganha, mas ele oferece um valor confiável e sólido em troca do seu investimento financeiro."

Sustentando-se sobre o sólido sucesso do Accord original, a Honda continuou a ter o seu carro mais vendido com muito mais sofisticação e refinamento. Os modelos reprojetados de 1982 encontraram um público ainda maior e as vendas continuaram a crescer. Mas uma recessão prolongada e profundos cortes nos empregos na indústria automobilística dos Estados Unidos alimentaram um crescente antagonismo contra os veículos japoneses em algumas regiões.

Os críticos culparam a Honda e outras marcas japonesas por oferecer seus carros a preços baixos, tirando, assim, as vendas dos fabricantes americanos e forçando-os a dispensar trabalhadores. Foi nessa atmosfera política tempestuosa que a Honda passou a ser o primeiro fabricante japonês a fabricar carros nos Estados Unidos. O campeão de vendas Accord foi o candidato mais lógico e, em 1982, a nova fábrica em Marysville, Ohio, começou a montagem dos sedãs Accord. Essa foi principalmente uma decisão comercial arrojada, sem garantias de retorno, mas foi bem-sucedida e outras marcas japonesas logo seguiram o exemplo da Honda. A indústria automobilística nunca mais foi a mesma.

O Honda Accord 1982 era mais comprido e espaçoso do que os modelos anteriores.
2007 Honda via Wieck
O Honda Accord 1982 era mais comprido e espaçoso do que seus predecessores
Honda Accord 1982
Apesar de não ser evidente à primeira vista, o redesenhado Honda Accord 1982 era, de certa forma, mais comprido, largo e espaçoso do que os modelos anteriores. A distância entre eixos foi esticada em quase 7,5 cm para um total de 245 cm, e o comprimento total aumentou cerca de 5 cm. A linha de três modelos retornou e o pacote mecânico teve poucas mudanças, apesar de ter um aumento de 3 cv de potência para um total de 75. O estilo também era familiar, mas um pouco mais suave e melhor resolvido. Apesar de tudo isso, o Accord manteve seu apelo em satisfazer as pessoas. A Honda estava simplesmente oferecendo mais por uma coisa já boa. No processo, o Accord tornou-se mais silencioso e com rodagem mais suave. Ele também ficou mais vigoroso apesar de ser um pouco mais pesado. O consumo de combustível era ainda o melhor da categoria, com a verdadeiros 11-13 quilômetros por litro.
Honda Accord 1983
A Honda começou a vender seus históricos sedãs Accord fabricados nos Estados Unidos nesse ano. Os cupês hatchback ainda eram importados do Japão, como eram alguns sedãs, pois levou algum tempo para que a nova fábrica em Ohio atingisse a capacidade máxima de produção. Alguns especialistas esperavam que a qualidade na fabricação  fosse abalada, mas o Consumer Guide e a maior parte das outras constataram poucas diferenças nos Accords americanos.
À parte de tudo isso, havia apenas uma mudança significativa melhorando cada Honda Accord 1983: a caixa automática de quatro marchas em substituição à opção anterior de três marchas. A marcha extra permitia uma velocidade de cruzeiro a baixa rotação com o benefício de consumir menos combustível, ajudado pelo bloqueio do conversor de torque, que reduzia a patinagem interna que causava o desperdício de combustível associado ao automático. Outros fabricantes ofereceram caixas similares, Detroit inclusive.

A transmissão automática de quatro marchas deu ao Accord 1983 uma melhor economia de combustível.
2007 Honda via Wieck
A Honda realmente impulsionou seu Accord hatchback 1983 - e
o público respondeu comprando esses modelos
Honda Accord 1984
Atualizações na aparência, um motor maior e um novo sedã com acabamento de luxo fizeram a história do Honda Accord 1984. Todos os modelos possuíam agora o motor de 1,8 litro, quatro cilindros e 86 cv de potência, além do carburador de três corpos. O cupê esportivo Prelude da Honda foi redesenhado em 1983 com esse mesmo motor, mas com dois carburadores  e 100 cv de potência. Um sedã na versão LX foi adicionado com a maioria dos recursos do LX hatchback. Ambos os sedãs receberam "uma nova cara".
Os cupês receberam um capô mais baixo, estilo específico na parte frontal, pára-choques revisados e uma tampa traseira com spoiler integrado. Eles também receberam mostradores alaranjados e uma suspensão mais firme com uma barra estabilizadora traseira adicionada. Todas essas alterações foram programadas para dar aos cupês Accord uma personalidade mais esportiva e para ter um apelo mais comercial. Falando nisso, as vendas do Accord neste ano estiveram na lista dos 10 mais pela primeira vez, apesar de que não seria a última.
Honda Accord 1985
Encerrando a segunda geração do carro, a linha do Honda Accord 1985 ganhou um agradável sedã de luxo, o SE-i. Gerações futuras do Accord também terminariam com os modelos SE (Edição Especial), apesar de que mesmo a Honda não saberia disso em 1985. Como em alguns carros europeus, o "i" significava injeção de combustível, o novo sistema eletrônico de injeção da Honda com um injetor separado para cada cilindro. A potência chegou a 101 cv, contra inalterados 86 cv em outros modelos. O SE-i substituiu o LX de quatro portas, mas era ainda mais luxuoso com estofamento de couro, teto solar elétrico de vidro e acabamento externo especial exclusivo de fábrica. Outros Accords 1985 receberam apenas algumas alterações no acabamento.
O projeto da segunda geração concretizou a reputação do Accord como um dos melhores carros compactos para se comprar no mercado. Como o Consumer Guide salientou em 1985: "O Accord de tração dianteira tem sido consistentemente bem classificado pelos nossos especialistas em automóveis pelo seu refinamento geral, desempenho atrevido e perfeita qualidade na montagem. Nosso mais recente carro de teste foi um sedã LX fabricado nos Estados Unidos que foi, provavelmente, o melhor Accord já construído que vimos até hoje. [E] obtivemos a média de 11,5 km/l com câmbio manual. Outros carros nessa faixa de tamanho e preço são iguais ou chegam perto do Accord em equipamento e montagem, mas nenhum pode se comparar com a qualidade silenciosa e suave do motor de 1,8 litro da Honda. Ele ainda está no topo de sua classe em relação ao que está dentro de nossas possibilidades financeiras."

O Honda Accord 1986 lançou a terceira geração do carro com um visual novo, insinuante, dimensões maiores e mais potência. O resultado foi um Accord que parecia ser esportivo e, na nova versão topo de linha LXi, mais luxuoso. O mesmo podia ser dito para a linha Honda inteira ,que estava se expandindo rapidamente para incluir cupês atraentes de dois lugares baseados no Civic - minicarros esporte chamados de CRX -- bem como um sedã luxuoso grande e compacto vendido separadamente sob o novo nome da marca, o Acura.

Tudo isso testemunhado pelo estrondoso sucesso da Honda na América do Norte. De fato, a empresa logo estaria obtendo mais lucro no Novo Mundo do que no Japão. Ainda, apesar da proliferação do modelo, o Accord permaneceu como a principal receita da Honda. Mesmo os modelos 86, por todas as suas alterações óbvias, mantiveram os atributos principais, que tornaram os Accords tão interessantes aos consumidores americanos. A adição em 1989 dos modelos cupê três volumes melhorarou ainda mais a popularidade do Accord.

O projeto novo e insinuante e com mais potência marcaram o Honda Accord 1986.
Honda via Wieck 2007
O Honda Accord 1986 tinha um desenho novo e insinuante e mais potência
Honda Accord 1986
A maioria dos carros apelidados de "inovadores" realmente não o são, mas o Honda Accord 1986 era, com certeza. Entre as únicas coisas a serem destacadas estavam a tração dianteira e o motor de quatro cilindros montado transversalmente. Um novo estilo suave, anunciado por faróis escondidas, complementavam a costumeira posição do Accord de pouca ousadia e que trouxe dimensões maiores. A distância entre eixos aumentou para consideráveis 15 cm para um total de 260 cm, o que ajudou a aumentar o espaço do banco traseiro. O comprimento aumentou para 444 cm nos cupês hatchback e para 453 cm nos sedãs.
Os novos modelos eram também um pouco mais largos (170 cm) e mais pesados, cerca de 45-90 kg, dependendo do estilo da carroceria e do equipamento. As bitolas dianteira e traseira foram ampliadas e combinadas com uma suspensão independente nas quatro rodas, redesenhada para melhorar a manobrabilidade e estabilidade que já era bem esportiva para um compacto familiar.
Os modelos eram compostos por cupês e sedãs basicamente DX e a versão agradável LX, além das novas versões LXi. O motor de quatro cilindros apresentava um comando de válvula único no cabeçote, mas era um projeto novo descalcando 2 litros em vez de 1,8 litro. Os modelos LXi vinham com a nova "Injeção de Combustível Programada" eletrônica multiponto da Honda e declaravam 110 cv de potência, um novo recorde para o Accord. Outros modelos tinham um carburador duplo e 98 cv de potência.
Ambos os motores vinham com caixa manual de cinco marchas e, como opcional, automática de quatro marchas. Entre vários novos recursos de comodidade estavam o encosto dobrável do banco traseiro para sedãs (com fecho de segurança no porta-pacotes traseiro), uma antena elétrica instalada de fábrica e dois espelhos para os modelos LX e LXi. O LXi duo incluía um teto solar elétrico de vidro, que não estava disponível em outros modelos.

Os modelos Accord LXi 1986 desenvolviam 110 cavalos de potência
2007 Honda via Wieck
Os modelos Accord LXi 1986 desenvolviam 110 cavalos de potência
As versões LX de gama média provaram ser as mais populares dos novos Accords, oferecendo a maioria dos recursos da versão LXi por uma quantia não muito superior às versões DX mais simples. Depois de testar um sedã de 86, o Consumer Guide descobriu que "apesar dos preços mais altos e apenas um desempenho e consumo de combustível médios, o Accord LX permanece como uma excelente compra apenas realçada por seu novo tamanho maior. Como sempre, seu caráter impetuoso e alto refinamento mecânico e sua manobrabilidade o deixou isolado do time dos compactos." Os editores também gostaram de testar o LXi hatchback pelo seu desempenho veloz e qualidade em geral. "Ele é suficientemente esportivo para competir com o caro, e de dirigibilidade acentuada, Prelude [cupê] como o Honda do 'entusiasta' e isso é dizer muito".
Honda Accord 1987
O Honda Accord de terceira geração era previsivelmente pouco alterado para o ano-modelo 1987. Os cupês Hatchback ganharam cintos de segurança de ombro dianteiros automáticos em linha com a nova lei federal que, pelo menos, 10% dos carros de um fabricante apresentem "retenções passivas". Assim como em outros carros, eles eram fixados entre as ancoragens internas e trilhos nas colunas do pára-brisa. O fechamento das portas fazia com que os cintos corressem ao longo dos trilhos (via motores elétricos) para a posição apropriada; a abertura das portas automaticamente os colocava fora do caminho. Esta operação levou ao apelido "cintos de rato". Eles eram considerados como uma comodidade, mas ainda assim exigiam cintos subabdominais separados, colocados manualmente. À parte disso, novas cores e um interruptor da trava elétrica das portas reorientado, os Accords de 87 eram os mesmos do modelo de 86.
Honda Accord 1988
Os modelos esportivos LXi e a adição de um estilo de carroceria cupê três-volumes alavancou a história do Honda Accord 1988. Os novos três-volumes ofereciam os mesmos três níveis de acabamento dos outros modelos e eram essencialmente "sedãs de duas portas" com uma diferente linha de teto atrás. Esse estilo de carroceria foi sugerido e projetado pela braço americano da Honda. Ela refletia o fato de que, diferentemente dos consumidores japoneses e europeus, a maioria dos americanos pensavam que os hatchbacks, embora se parecendo com modelos esportivos, se pareciam muito com peruas utilitárias; eles também preferiam a segurança de um porta-malas trancado do que a área de carga mais exposta de um hatchback. Surpreendentemente, o cupê três-volumes fez sucesso no Japão, em parte porque ele era fabricado somente na fábrica da Honda em Ohio e, portanto, havia um certo "misticismo estrangeiro" que os Accords produzidos localmente não tinham.
A Honda sempre planejou exportar este estilo de carroceria dos Estados Unidos – o primeiro fabricante estrangeiro em terras americanas a fazer isso. Mas eles não contavam com a forte demanda entre a juventude japonesa da preferência pelos Accords feitos nos Estados Unidos com a direção do lado esquerdo e não com a conversão para o lado direito, que normalmente seria enviada para aquele mercado.

O notchback coupe Accord, projetado pela Honda U.S, era novo para 1988.
Honda via Wieck 2007
O Accord cupê notchback, projetado pela Honda dos EUA era novo para 1988
Cada Honda Accord 1988 recebeu pequenas mudanças de estilo, além de reforços estruturais com a intenção de melhorar o conforto e a suavidade em sua condução. Também eram novos os cintos de segurança de ombro/subabdominal nnos lugares laterais atras, para substituir os cintos subabdominais. Os sedãs adicionaram ancoragem ajustável em altura para o cinto de ombro dianteiro. E por último, e igualmente importante, os modelos LXi elevaram seu fator de diversão ao dirigir, adicionando 10 cv de potência, para 120 cv no total, além de uma suspensão mais firme com barras estabilizadoras mais grossas na frente e atrás, rodas de liga de 14 polegadas para substituir as de 13 e pneus de maior desempenho.
Honda Accord 1989
O retorno do sedã SE-i foi o auge do Honda Accord 1989. Como em 1985, ele sinalizava o fim de uma geração de projetos e a chegada iminente da próxima. O SE-i desse ano era basicamente um sedã LXi oferecido com um estofamento de couro e um sistema de som de alta potência da marca Bose.
O Accord de terceira geração seria bem difícil de acompanhar. O Consumer Guide, em 1989, classificou-o como "a classe da classe dos compactos: uma compra surpreendente entre os carros para a família. As atrações incluem espaço decente para quatro pessoas, espaço adequado para bagagem, posição de dirigir confortável, excelente visibilidade externa, fabricação exemplar e baixo consumo de combustível. Nós classificamos o sedã LX como a melhor compra de um Accord que o dinheiro pode comprar".
Apesar do forte valor de revenda e das altas marcas de confiabilidade surpreendentes, o Accord ainda é considerado caro para um compacto. Parte do problema resulta da rápida escalada dos preços, à medida que o dólar se enfraqueceu perante o iene [japonês]. Mas, principalmente, com a alta demanda por um carro muito bom o torna vendedor o mercado dos Accords".
Essa situação mudaria um pouco nos próximos anos, mas não tanto quanto o próprio carro.
Continuando a se desenvolver em um ritmo extraordinariamente rápido, o Honda Accord 1990 iniciou um outro ciclo de projetos de quatro anos para esse carro popular. Naquele ano, o Toyota Camry foi pouco modificado, como também foi o líder de mercado Ford Taurus, e sendo todos novos eram ativos de vendas. A Honda iria passar para a etapa do modelo 91 com as primeiras peruas Accord e, tardiamente, responder aos dois rivais. A Honda também começou a adicionar novos recursos de segurança primordiais, tais como freios antitravamento (ABS) e airbags frontais.


Um reprojeto completo em 1990 passou o Accord para a categoria dos veículos de tamanho médio.
2007 Honda via Wieck
Um reprojeto completo em 1990 passou o Accord para a categoria de tamanho médio
Honda Accord 1990
Uma reestilização austera para 1990 efetivamente passou o Accord de compacto para o status de tamanho médio. Os sedãs de quatro portas e os cupês de duas portas retornaram, contrariamente aos cupês hatchback de duas portas com teto caído. A distância entre eixos aumentou 12 cm (total: 272 cm), enquanto que o comprimento total esticou em 13 cm (total: 469 cm). O estilo era evolutivo, portanto, continuaram a estrutura superior bem envidraçada e carrocerias com novas linhas. A principal alteração foi na frente, onde faróis expostos substituíram as escondidos.
O que também continuou foi a tração dianteira e o motor de quatro cilindros montado transversalmente, mas o conhecido motor 2-litros foi substituído pelo novo motor de 2,2 litros de cilindrada, ainda com comando de válvulas no cabeçote e oferecido em duas versões, mas desta vez com injeção de combustível multiponto para ambos. A potência do motor era de 125 cv para o DX básico e para os modelos LX de tendência predominante, 130 cv para os topo de linha cupê e sedã EX (substituindo o LXi). Os câmbios também eram novos: um manual de cinco marchas e um automático de quatro marchas opcional.
A automática agora apresentava controle eletrônico de mudança de marchas e dois modos de mudança: normal e esportiva. A esportiva melhorava a aceleração, retardando as mudanças para marchas superiores em uma rotação mais alta do que no modo normal. Apesar dos motores maiores e ganhos de peso de mais de 90 kg, o consumo de combustível do Accord pelo índice EPA foi pouco alterada. Como antes, todos os Honda Accords eram equipados na parte dianteira com cintos de segurança subadominais manuais e cintos motorizados para os ombros, estes últimos para atender a uma exigência federal para proteção "passiva" para os ocupantes.


Os críticos elogiavam a qualidade total do Accord 1990
Honda via Wieck 2007
Os críticos elogiavam a qualidade total do Accord 1990
A maioria dos Honda Accord 1990 nos modelos sedã e cupê vendidos nos Estados Unidos eram montados na fábrica da Honda em Ohio. A Honda disse que os Accords fabricados nos Estados Unidos estavam acima dos 70% de conteúdo local, incluindo a mão-de-obra, um ponto levantado para responder às críticas de que a procura crescente por todos os carros japoneses (não apenas da Honda) estava sendo feita à custade empregos na indústria de automóveis americana. Pela política da Honda, o Accord não oferecia opções de fábrica e os vários modelos tinham seus preços cotados separadamente, de acordo com a caixa de marchas (manual ou automática) e nível de equipamentos. Essa prática continuaria no futuro.
O Consumer Guide tinha nomeado o Accord como a Melhor Compra em muitas ocasiões e o fez novamente para o modelo de 1990. Depois de elogiar os novos modelos em várias situações, os editores concluíram: "[o] espaço interno do novo Accord, seu notável refinamento, construção sólida, aperfeiçoamento nas qualidades dinâmicas e qualidade total bastante expressiva o tornam uma boa escolha, mesmo que você o considere um carro compacto grande ou um pequeno de tamanho médio".
Honda Accord 1991
A adição de peruas de quatro portas e um sedã premium SE (Edição Especial) ajudou o Honda Accord 1991 a atingir o primeiro lugar em licenciamentos nos Estados Unidos, no ano civil. A perua, projetada nos Estados Unidos pela filial R&D (pesquisa e desenvolvimento) da Honda, era oferecida nos modelos LX e EX e era montada exclusivamente na fábrica da Honda em Ohio. Ela trazia um estilo específico na extremidade traseira com a porta traseira em uma única peça. A versão SE se espelhava em seus predecessores de mesmo nome por ter estofamento em couro de fábrica, mas também foi o primeiro Accord a incluir freios a disco nas quatro rodas com controle antitravamento, um importante dispositivo para boa segurança ativa. Ela também incorporava 140 cv de força, 10 a mais do que os modelos EX. Os Accords SE anteriores foram lançados num final de ano de uma geração de projeto como uma espécie de gesto de despedida, mas esse não era o caso aqui.


A introdução da perua Accord de quatro portas em 1991 alavancou as vendas da Honda.
Honda via Wieck 2007
A introdução da perua Accord de quatro portas em 1991 alavancou as vendas da Honda
Honda Accord 1992
O sedã SE saiu da linha do Honda Accord 1992, mas o sedã, cupê e perua EX daquele ano, herdaram seu motor de 140 cv de potência e freios antitravamento com freios a disco traseiros em vez de freios a tambor. O ABS permaneceu sem disponibilidade para outros modelos, mas o airbag do lado do motorista tornou-se item de fábrica para todos os Accords 1992.
Com o mercado americano ficando cada vez mais afluente, a Honda tornou-se a primeira marca importada a oferecer uma linha luxuosa separada, lançando o nome Acura em 1988. O Acura Vigor 1992 era basicamente um Accord esticado com estilo levemente diferente, um motor em linha de cinco cilindros e acabamento e características de luxo. Dimensionado e com preço entre os modelos Acura Legend e o Integras, o Vigor tentava responder ao bem recebido Lexus ES 300 V6 da divisão de luxo da Toyota. O Vigor teve uma venda mais agressiva, apesar de liderar uma faixa média de Acuras mais popular.
Honda Accord 1993
O sedã SE retornou como top de linha pelo Honda Accord 1993 e havia um novo cupê SE. Ambos incluíam rodas de liga exclusivas, estofamento em couro e sistema de som Bose premium, mas o sedã era o único Accord de 93 equipado com um airbag no lado do passageiro. Os consumidores tinham mostrado uma preferência de mercado por airbags e não por cintos de segurança motorizados nos ombros e as bolsas infláveis duplas logo seriam universais. O Accord recebeu algumas críticas por não ter um motor V6 disponível como a maioria dos outros carros de tamanho médio. Mesmo assim, a Consumer Guide disse que o campeão de vendas da Honda ainda "brilha pelo alto refinamento e bom desempenho mesmo com o motor de quatro cilindros, além do conforto ao dirigir, os controles lógicos, uma cabina arejada com um compartimento de motor baixo e enorme e total visibilidade para todos os lados, e airbag no lado do motorista de fábrica".
Confiabilidade do Honda Accord
Sistema de som (1990, 1991, 1992, 1993): a disqueteira de CD colocada no porta-malas, uma opção instalada pelo revendedor, pode não ejetar; as disqueteiras de CD serão trocadas por unidades redesenhadas.
Câmbio automático (1990, 1991, 1992, 1993): os carros com alta quilometragem podem começar a trocar marchas com aspereza; isso pode ser corrigido adicionando um frasco de aditivo Lubeguard ao fluido da caixa automática.
Freios (1993): o freio de estacionamento pode não ser liberado completamente porque um rebite na haste do freio está muito apertado.
Barulho no motor (1990, 1991, 1992, 1993): um barulho estridente debaixo do capô pode ser causado por um rolamento do alternador gasto; ele pode ter sido estragado devido à tensão da correia estar muito forte.
Barulho na direção (1990, 1991, 1992, 1993): se houver um chiado ou ruído estridente na direção, especialmente ao fazer uma curva apertada e bem devagar, procure por uma etiqueta no reservatório da direção hidráulica que diz quando o aditivo PSF-V foi adicionado. Se o ruído ainda estiver presente depois que o aditivo foi colocado, a vedação da extremidade do lado direito na cremalheira da direção deverá ser trocada.
Convocações de Segurança do Honda Accord
1990, 1991: os botões que liberam o cinto de segurança dianteiro podem partir e os pedaços podem cair no lado de dentro.
peruas 1991: a arruela fixada inadequadamente na iluminação do compartimento de carga pode ter caído dentro durante a montagem; se a tampa traseira for aberta e o interruptor estiver na sua posição média, a arruela pode causar um curto circuito e o interruptor pode sofrer superaquecimento, resultando em incêndio.
peruas 1991, 1992, 1993: os cintos de segurança traseiros das laterais podem travar em ângulos diferentes daqueles exigidos pelas determinações federais; isso poderá aumentar o risco de ferimento em uma parada súbita ou acidente.
1992: os conjuntos dos cintos de segurança do lado esquerdo, em alguns carros, foram instalados no lado direito; como resultado, o cinto não pode ser puxado do retrator, tornando-o inutilizável.

O Honda Accord 1994 iniciou um outro ciclo de projetos de quatro anos para lançar a quinta geração de carros. O Accord ainda era um pouco pequeno para um carro de tamanho médio, mas o estilo inovador e o advento do motor V6 ajudaram a manter sua popularidade – e o status de Melhor Compra permanente na revista Consumer Guide. Os Accords anteriores tinham um comportamento um tanto esportivo para um carro de alto volume de vendas.
Os Accords 1994 não eram diferentes, mas eram mais sólidos e equilibrados do que qualquer outro Accord anterior – quase como determinados carros importados europeus que custam muito mais. Falando nisso, o Accord manteve ou incrementou as vendas nesse período apesar dos preços mais altos, especialmente para os modelos V6. Evidentemente, os compradores ainda reconheceram esse Honda como um "exemplo clássico" dentre os carros de tamanho médio.
Honda Accord 1994
O Accord foi reestilizado para 1994, recebendo mais potência e mais espaço em seu interior. com dois airbags de fábrica. Diferentemente da maioria dos projetos que sofreram evolução, este aqui não produziu um Honda muito maior. A distância entre eixos era praticamente a mesma de antes, o comprimento total foi diminuído em 3 cm e o peso não mudou muito. O ganho dimensional foi na largura total, que cresceu 7,5 cm para aumentar o volume interno total, tanto de fato como em sensação.


O Honda Accord 1994 foi projetado com um interior mais espaçoso.
2007 Honda via Wieck
Apesar do reprojeto, os modelos Accord 1994 não aumentaram no tamanho
A Honda ofereceu novamente o Accord em cupês e sedãs nos modelos DX, LX e EX, além das peruas de quatro portas nos modelos LX e EX. Airbags duplos no painel agora eram de fábrica para todos os Accords, não apenas o sedã EX, eliminando assim os "cintos de rato" motorizados frontais, que muita gente odiava. Outro item de segurança a mais era ser disponível, pela primeira vez, os freios antitravamento nos modelos DX e LX. O ABS vinha de fábrica para os modelos EX, que também apresentavam comodidades como ajuste de altura dos bancos do motorista, controle remoto para abertura das portas e rodas de liga leve de 15 polegadas ante de aço de 14 polegadas para as outras versões.
A motorização ficou entre as poucas coisas que não foram alteradas para 1994. O motor de quatro cilindros e 2,2 litros continuou com 130 cv para o DX e o LX e 145 para o EX. Ambas as versões adotaram novamente a caixa de câmbio manual de cinco marchas ou automática de quatro marchas opcional.
O Consumer Guide ficou impressionada com o Accord 94 "como um carro familiar bastante sólido e com desempenho esportivo refinado. Mas acreditamos que ele precisa de um motor V6 para competir de igual para igual com seus principais rivais, o Toyota Camry e o Ford Taurus". Como os acontecimentos logo demonstraram, a Honda também pensou da mesma forma.
Honda Accord 1995
O Accord finalmente ficou lado a lado com os concorrentes, oferecendo seu primeiro motor V6: uma unidade de 2,7 litros com duplo comando de válvulas no cabeçote, quatro válvulas por cilindro e 170 cv de potência. Esta era basicamente uma versão atualizada da motorização do Acura Legend 1986-90. O Accord V6 estava limitado aos sedãs LX e EX. Ele era fisicamente maior do que os de quatro cilindros, de modo que os modelos V6 tinham um nariz levemente maior e uma grade diferente que os identificavam.
Ambos eram equipados como os seus equivalentes de quatro cilindros, exceto pelos pneus mais largos; o EX V6 também incluía estofamento de couro e ajuste elétrico do banco do motorista em oito direções. Os preços tiveram um reajuste para o Accord, atingindo mais de US$ 22.000. Mas outros carros de tamanho médio, de tendência predominante, apresentavam itens mais luxuosos e a Honda não podia ficar para trás. Outros Accords tiveram poucas alterações para 1995, exceto para o modelo EX, que agora vinha somente com câmbio automático.


O motor V6 do Accord 1995 o equipava para poder passar pela concorrência.
Honda via Wieck 2007
O motor V6 do Accord 1995 ajudou na motorização do modelo para enfrentar a concorrência
O Consumer Guide comentou que o V6 do Accord não fez "uma enorme diferença na aceleração" em comparação com o motor de quatro cilindros, mas salientou que é mais silencioso, suave e de consumo de combustível quase tão baixo como. De qualquer forma, disseram os editores, "O Accord é uma excelente escolha entre os carros de tamanho médio".
Honda Accord 1996
Requinte era a idéia central da concepção do Honda Accord 1996. Todos os modelos receberam aparência atualizada com pára-choques mais largos, novas luzes de estacionamento e lanternas traseiras reestilizadas. Os modelos de quatro cilindros também ostentavam novas grades cromadas, como aquelas dos modelos V6 mais luxuosos. Os cupês e sedãs enfatizaram a comodidade com uma abertura maior do porta-malas e o recurso de abertura no banco traseiro, este último muito prático para carregar itens compridos como esquis. O  banco elétrico do motorista em seis direções tornou-se equipamento de fábrica para o sedã LX V6 e todos os modelos EX com estofamento de couro opcional. As alterações deste ano foram, de qualquer forma, mínimas.


Requintes como pára-choques mais largos e lanternas traseiras redesenhadas foram evidentes no Accord 1996.
Honda via Wieck 2007
O Accord recebeu uma remodelação em 1996, com recursos como pára-choques mais largos
Enquanto isso, a divisão Acura da Honda introduziu dois sedãs de médios alcance para substituir o Vigor. Tendo como base o último projeto do Accord, o Acura TL 1996 oferecia motor 2,5 litros, quatro cilindros e 176 cv ou motor V6 de 3,2 litros, 200 cv. Esses carros venderam um pouco melhor do que o Vigor, mas o Acura de tamanho médio permaneceu bem menos popular do que o seu rival Lexus ES 300. Também novo nesse ano foi o Acura 2,2 CL, basicamente um Accord cupê reestilizado, mais requintado, com mais recursos e preços revisados.
Honda Accord 1997
O Honda Accord 1996 continuou em 1997 com uma única alteração notável, o retorno dos modelos SE, um sinal de que uma outra reestilização estava sendo preparada. Diferentemente dos últimos anos, no entanto, o Accord cupê e sedã SE 1997 não eram modelos topo de linha, mas modelos de "valor", oferecendo algumas características do EX por alguns dólares a mais do que para as versões LX de quatro cilindros. Entre as características incluídas estavam o motor quatro-cilindros de 130 cv, câmbio automático, rodas de liga e comodidades de luxo como teto solar de vidro elétrico, controle remoto para abertura das portas e rádio AM/FM/toca-CD.
Confiabilidade do Honda Accord
Sistema de áudio (1994, 1995, 1996, 1997): a disqueteira de CD colocada no porta-malas, uma opção instalada pelo revendedor, pode não ejetar; serão trocadas por unidades reprojetadas.
Caixa automática (1994, 1995, 1996): carros com alta quilometragem podem começar a apresentar trocas de marcha ásperas. Isso pode ser corrigido adicionando um frasco de aditivo Lubeguard ao fluido hidráulico do câmbio.
Freios (1994): o freio de estacionamento pode não ser liberado completamente porque um rebite na haste do freio está muito apertado.
Luzes do painel (1994, 1995): as luzes do painel de controle do aquecedor podem não acender quando o interruptor for apertado devido a interrupções nas uniões soldadas na placa de circuito.
Barulho no escapamento (1994, 1995): A junta do cano de escapamento intermediário pode prender, causando zumbido.
Medidor de combustível (1994, 1995): o medidor pode não ler que está cheio mesmo que o tanque esteja, devido à resistência excessiva da unidade de envio de sinal dentro do tanque.
Caixa manual (1994,1995): se a caixa arranhar ao mudar para a quinta marcha, o garfo, o conjunto de luvas e a engrenagem da árvore principal devem ser trocados.
Vazamento de óleo (1994, 1995, 1996): a perda de óleo repentina e subseqüentes danos muito graves no motor podem ser o resultado da expulsão de um tampão de óleo da árvore de balanceamento frontal do motor.
Barulho interno (1995): a linha de alta pressão do sistema de ar-condicionado pode vibrar contra a linha de fluido da direção hidráulica, causando um som de batida ou outro ruído na área frontal direita.
Convocações para Reparos de Segurança do Honda Accord
1994: algumas válvulas de ar dos pneus foram danificadas durante a montagem, resultando na perda repentina da pressão do ar e/ou perda de controle. Os revendedores deverão substituir as válvulas de ar.
1995: algumas unidades de controle eletrônico poderiam causar o disparo dos airbags. Os revendedores fariam a inspeção das unidades de controle e as substituiriam quando necessário.
1995, 1996, 1997 exceto os modelos DX e V6: o chicote de fiação do ar-condicionado instalado na fábrica pode estar inadequadamente roteirizado, deixando os fios esbarrando uns contra os outros, isso leva ao risco de um curto-circuito, que poderia levar a superaquecimento, fumaça e possível incêndio.
1997: determinadas articulações esféricas podem ter um desgaste prematuro e, no pior dos casos, podem se separar, fazendo com que a suspensão dianteira se desarme.

A sexta geração do Honda Accord foi lançada com o modelo 1998 e o objetivo era satisfazer cada vez mais pessoas. E conseguiu. Como o Consumer Guide observou, o Accord anterior "tinha ficado atrás dos concorrentes, mas o novo modelo conseguiu se recuperar de forma decisiva, especialmente na questão do espaço. Como um dos nossos profissionais de testes salientou, 'o modelo 98 representa mais Accord pelo dinheiro investido'; você deve verificar se realmente está procurando por um modelo sofisticado familiar de tamanho médio". E assim permaneceria com vida útil de cinco anos, considerada maior do que o normal, além de apresentar recursos de segurança de fábrica e novos itens de comodidade.


O Honda Accord 1998, com virtualmente tudo novo, ostentava um novo estilo e características de segurança.
Honda via Wieck 2007
O Accord foi relançado em 1998, com novo estilo e características de segurança
Honda Accord 1998
O Honda Accord 1998 era praticamente todo novo. A versão perua deixou de existir – os compradores ainda estavam passando dos carros de tamanho médio para veículos utilitários esportivos – enquanto o cupê ganhava uma aparência esportiva, cortesia do estúdio de projetos Califórnia da Honda. As dimensões cresceram somente um pouco e agora eram diferenciadas entre cupês e sedãs. A distância entre eixos, por exemplo, era de 2,70 m para o modelo de quatro portas versus 2,67 m para o de duas portas. Os  cupês eram 5 cm mais curtos no comprimento total. Ambos os estilos das carrocerias ficaram um pouco mais altos e ganharam menos de 45 kg.


O interior do Accord 1998 foi realizado pelo estúdio de projetos Califórnia da Honda.
2007 Honda via Wieck
O interior do Accord 1998 foi realizado pelo estúdio de projetos Califórnia da Honda
Os modelos oferecidos eram os cupês e sedãs LX e EX com motores de quatro cilindros ou V6 e, o campeão de preços, sedã DX de quatro cilindros. Ambos os motores eram novos. O de quatro era agora um motor de 2.3 litros, novamente com o sistema de comando de válvulas variável VTEC da Honda, projetado para melhorar o torque na baixa rotação sem comprometer a potência em alta. Ele desenvolvia 135 cv de potência no DX, 150 cv em outros modelos de quatro cilindros. O Accord adotou seu novo motor de 3 litros V6 do luxuoso Acura CL cupê da Honda. Apresentando também o VTEC, este motor desenvolvia 200 cv de potência.
Como sempre, todos os modelos ofereciam uma caixa manual de cinco marchas e uma automática de quatro. Freios antitravamento eram de fábrica nos modelos EXs de quatro cilindros e em todos os modelos V6, opcionais para o sedã LX de quatro cilindros com câmbio automático. A roda era de 15 polegadas para todos os modelos, exceto para o sedã DX, que vinha com rodas de aço de 14 polegadas e o cupê EX V6, que ostentava rodas de liga leve de 16 polegadas, as rodas de fábrica mais largas já oferecidas em um Accord.
Honda Accord 1999
Carros de projetos novos não mudam muito em seu segundo ano e assim aconteceu com Honda Accord 1999. A lista de alterações foi mínima: um sistema antifurto de fábrica para todos os modelos; um reclinador elétrico adicionado ao banco elétrico do lado do motorista nos modelos LX V6; e um sistema de controle remoto com abertura das portas sem chave para todos os Accords EX.
Seguindo um padrão estabelecido, um novo sedã TL, baseado na última plataforma do Accord, apareceu este ano na divisão Acura. Apesar da estilização ser conservadora, este 3.2 TL era verdadeiramente esportivo, com seu motor V6 de 3,2 litros, caixa automática de mudança rápida e suspensão firme porém confortável. Ele logo passou a ser o modelo mais vendido da linha Acura.
Honda Accord 2000
Segurança era a motivação para a linha Honda Accord 2000. Todos os modelos ganharam um airbag de duplo estágio duplo no lado do passageiro, que seria automaticamente desativado se os sensores determinassem que o passageiro era muito pequeno ou estava fora de posição. Essa idéia era para eliminar o disparo do airbag que poderia machucar tais ocupantes, como mostraram vários estudos e pesquisas. O recurso também reduziu os custos de reparo após uma colisão frontal, mantendo o airbag do lado direito intacto.
Talvez muito mais significativa foi a chegada dos airbags laterais frontais de fábrica para os modelos V6 e para os modelos equipados com couro – EXs de quatro cilindros. Montados nas almofadas externas dos encostos do bancos, esses pequenos airbags foram projetados para proteger os ocupantes em caso de impacto lateral, de acordo com determinações governamentais recentes.
Honda Accord 2001
Refinamentos adicionais marcaram o Honda Accord 2001. O destaque principal foi a adição do controle de tração de fábrica para os modelos V6. Trabalhando em conjunto com os freios antitravamento, esse sistema foi projetado para sentir se há patinagem das rodas e, se houver, reduzir a potência do motor e/ou aplicar os freios até que a tração seja restaurada. Esse foi um elemento a mais de segurança que valeu a pena, refletindo a contínua adoção de recursos pela Accord, às vezes reservada apenas para carros mais luxuosos. Ainda a favor da segurança, sensores de posição cobriram agora o airbag lateral, bem como o airbag do painel do passageiro frontal direito.


O Honda Accord 2001 era definido pelas suas opções de segurança.
Honda vie Wieck
Segurança era o tema principal para o Honda Accord 2001
Novamente, a intenção era evitar possíveis ferimentos pelo airbag em ocupantes pequenos ou fora de posição, bem como o disparo dispendioso e desnecessário do airbag com o banco desocupado. Todos os Honda Accord 2001 receberam reestilização delicada e todos, com exceção do sedã DX, receberam botões luminosos para acionamento dos vidros elétricos. Além disso, os EX V6s ganharam controle automático de climatização de fábrica, tocador de CD no painel e banco elétrico do passageiro de quatro direções; os EXs de quatro cilindros também ganharam o tocador de CD e os LXs receberam um sistema de som com seis alto-falantes e com um único disco no painel.
Um novo cupê chegava na divisão luxuosa da Honda. Apelidado de Acura 3.2 CL 2001, ele aperfeiçoou seu predecessor com estilização mais refinada, potência no motor V6, uma nova caixa automática de cinco marchas mandatória e uma versão esportiva genuína Tipo T S. A Consumer Guide acredita que o 3.2 CL "deve satisfazer os motoristas mais exigentes e faz algumas concessões com relação aos cupês europeus mais caros quanto ao desempenho, conforto e qualidade".
Honda Accord 2002
A sexta geração do Honda Accord aconteceu finalmente em 2002, marcada pelo retorno dos modelos cupê e sedã SE especialmente equipados. Ainda mais acessíveis foram as novas edições de Pacote de Valor do sedã DX básico. As versões EX ganharam controles de áudio no volante de direção neste ano.
Confiabilidade do Honda Accord
Airbags (2002): a luz de aviso do airbag pode acender se um telefone celular ou um laptop estiver plugado no soquete de rrente elétrica.
Caixa automática (1999, 2000, 2001, 2002): nos modelos V6, as transmissões podem quebrar devido à falta de composto de travamento da rosca na porca da embreagem da marcha baixa. A Honda estendeu a garantia dos veículos afetados para sete anos ou 160.000 quilômetros.
Freios (1998): as luzes de freio podem não apagar. A causa é uma bóia saturada no cilindro mestre que deve ser substituída.
"Verificar Motor" (1998, 1999, 2000, 2001, 2002): O solenóide EVAP pode se estragar veículos dirigidos onde o sal é usado nas ruas, fazendo com que a luz "verificar motor" acenda.
Vazamento de óleo (1998, 1999, 2000, 2001, 2002): alguns veículos podem ter vazamentos de óleo vindos de vários locais, inclusive os furos dos parafusos nos motores V6.
Pintura/carroceria (1998): se o carro for usado em ruas com muitos buracos, o spoiler do porta-malas pode raspar na pintura a menos que espaçadores sejam instalados entre o spoiler e a tampa do porta-malas.
Barulho na suspensão (2000, 2001, 2002): porcas soltas na barra estabilizadora traseira fazem com que ela fique causando ruído.
Problemas de câmbio (2000, 2001, 2002): problemas na caixa automática levaram a Honda a estender a cobertura da garantia para sete anos/160.000 quilômetros.
Barulho no veículo (1998): barulhos podem surgir na parte superior do pára-brisa e da janela traseira porque os dentes dos prendedores do vidro não se encaixam adequadamente. Os dentes devem ser aparados e instalados com feltro de lã.
Rodas (1999, 2000): estalos nas rodas podem ser remediados aplicando-se graxa especial entre as rodas e os cubos.
motor V6 (2002): dois problemas foram tratados como reparo de emergência na concessionária. O tensionador automático da correia do comando não funciona corretamente, resultando em folga excessiva; um problema de fundição da bomba d'água causa desalinhamento da correia do comando. Os dois componentes deveriam ser substituídos ao mesmo tempo.
Convocações de Segurança do Honda Accord
1998: uma irregularidade na tampa da caixa pode deixar o carro andar em uma inclinação enquanto a transmissão estiver em "Park".
1998, 1999: a chave de ignição gasta pode fazer com que o interbloqueio falhe, permitindo que a chave seja retirada sem precisar colocar em "Park".
1999, 2000, 2001, 2002: o interbloqueador da chave de ignição pode não funcionar adequadamente, fazendo com que seja possível girar a chave para a posição "off" e removê-la sem precisar colocar a transmissão em "Park".
2000: os Airbags podem não disparar corretamente devido à soldagem inadequada.
2000: os braços inferiores e/ou braços de controle podem quebrar devido à soldagem inadequada.
2000, 2001: determinados cintos de segurança traseiros foram fabricados inadequadamente e podem causar dificuldades em serem soltos após uma colisão.
2000, 2001: o controle da intensidade das luzes do painel de instrumentos, em alguns carros, pode falhar devido ao aumento do aquecimento, possivelmente fazendo com que as luzes dos instrumentos apresentem defeito.
2001: um pedaço de plástico quebrado da tampa da caixa do filtro de ar pode ter parado na câmara de entrada de ar. Se o pedaço de plástico se alojar no corpo do acelerador, este pode ficar em uma posição parcialmente aberta.
2002 - motor V6: o motor irá parar se a correia de comando de válvulas partir devido à polia do tensionador desalinhada na bomba d'água.

O Honda Accord passou para sua sétima geração de projeto apresentando as mudanças mais dramáticas de sua história. A Honda fez uma brincadeira com a nova aparência dos modelos 2003 nos comerciais, perguntando "Accord, é você mesmo?" Mas como é comum na Honda, não houve nenhuma substância nova para atingir o novo estilo, incluindo vários recursos em primeira mão e, em 2005, o primeiro trem de força movido a gasolina e eletricidade disponível em um carro de porte médio. Após vários anos de evolução conservadora para proteger a posição de vendas do Accord, a Honda ousou inovar novamente, uma necessidade genuína no hipercompetitivo mercado do século 21.


O estilo dinâmico e características inovadoras ajudaram o Accord 2003 a competir no mercado em constante evolução.
Honda 2007 via Wieck
O estilo dinâmico ajudou o Accord 2003 a competir no mercado em constante evolução
Honda Accord 2003
O Honda Accord 2003 respondeu ao remodelado Toyota Camry 2002 com outro projeto totalmente novo, com estilo esculpido e vários recursos nunca utilizados anteriormente. O cupê e o sedã retornaram com um visual distinto, porém pareciam mais dinâmicos do que os Accords anteriores. As mudanças dimensionais foram modestas, com o sedã adicionando dois centímetros e meio à distância entre eixos, e os dois estilos da carroceria ganhando mais dois centímetros e meio na largura. Os ganhos de peso também foram modestos apesar de que anos de crescimento contínuo transformaram os Accords em carros de tamanho médio pesando cerca de 1.300 kg, bem diferente dos modelos originais de 1970.
Os modelos de 2003 reprisaram cupês e sedãs do tipo LX e EX com motores V6 e de quatro cilindros, além do líder de preços o sedã DX de quatro cilindros. Os EXs com estofamento de couro eram chamados de EX-L, mas seus preços eram designados como modelos separados. Os Accords de quatro cilindros eram equipados com o novo motor de 2,4 litros e 160 cv – mais potente em até 25 cv em relação ao motor anterior de 2,3 litros. O motor V6 de 3 litros foi retrabalhado para fornecer 40 cv de potência extra, 240 no total. A caixa manual de cinco marchas permaneceu a mesma nos modelos de quatro cilindros. Opcional para esses modelos e de fábrica para os V6, havia uma nova caixa automática de cinco marchas substituindo a de quatro. Também novo para 2003 era o cupê esportivo V6 EX com câmbio manual de seis marchas – primeiro da Accord – mais acabamento especial e rodas de 17 polegadas (diferente das usuais 16 ou 15).


O Accord EX V6 2003 inovou com um recurso de segurança exclusivo -- air bags de cortina.
Honda 2007 via Wieck
O Accord EX V6 2003 inovou com um recurso de segurança exclusivo -- air bags de cortina
Sobre o recurso de segurança para 2003, os freios antitravamento tornaram-se finalmente itens de fábrica para todos os Accords e não apenas para os modelos mais caros. Os freios a disco nas quatro rodas de fábrica permaneceram exclusivos para os V6 e para os EX de quatro cilindros. O controle de tração de fábrica permaneceu exclusivamente para os modelos V6. Os airbags frontais laterais permaneceram de fábrica para os V6 e EX de quatro cilindros e opcionais para os modelos LX. Mas como desenvolvimento importante, os airbags de cortina laterais chegaram como equipamento exclusivo de fábrica para o EX V6. Projetados para proteger as cabeças dos ocupantes do veículo em um impacto lateral, os airbags de cortina se abrem na parte de cima das janelas laterais ao serem ativados por sensores.
Uma outra inovação do Accord foi o sistema de navegação com controle de voz para as funções de navegação, áudio e clima, uma opção limitada aos modelos EX. Cada Honda Accord 2003 tinha ajuste de altura e distância do volante e com todas as características do modelo básico DX, incluindo controle remoto para abertura de portas sem chave, que podia abaixar ou levantar as janelas laterais a partir do controle remoto. Acrescentar estofamento de couro de fábrica nos modelos EX V6 com controle automático do ambiente e bancos aquecidos de zona dupla, que também estavam disponíveis nas versões de quatro cilindros com estofamento de couro.
O Consumer Guide sumarizou o Honda Accord 2003 desta maneira: "A melhor compra considera de forma permanente os recursos, refinamento e capacidade dinâmica de poder ser comparado com o modelo mais caro da Volkswagen, o Passat, do que com o possível, mas conservador, Toyota Camry. Com confiabilidade e valores de revenda que tendem a permanecer fortes, o novo Accord se parece com mais um sucesso da Honda."
Honda Accord 2004
Como era esperado, o Honda Accord seguiu seu último projeto com algumas alterações. O controle de tração era recentemente um equipamento de fábrica para todos os modelos V6, não apenas os EX, e os airbags laterais de cortina para proteção da cabeça estavam agora disponíveis para os EX de quatro cilindros, assim com as versões V6. O rádio por satélite era um item de fábrica para os modelos EX V6 e EX-L.
O sedã esportivo Acura TL 2004, baseado no Accord de sétima geração, chegou na divisão do luxuoso Acura da Honda. Os fabricantes de automóveis tornaram-se peritos em disfarçar plataformas compartilhadas e este Acura era um bom exemplo disso. Assim como o último Accord, o modelo mais novo TL enfatizava estilo único, dimensões sem muitas alterações, mais potência e várias características apresentadas pela primeira vez.
Honda Accord 2005
O Honda Insight 1999, um cupê de dois lugares, foi o primeiro carro híbrido movido a gasolina/eletricidade no mercado americano. Depois de apresentar uma versão híbrida do seu pequeno sedã Civic em 2003, a Honda introduziu o sedã Honda Accord Hybrid 2005, o primeiro carro desse tipo de tamanho médio.
Os híbridos são, geralmente, recomendados por suas baixas emissões e grande economia de combustível, mas o Accord Hybrid foi comercializado mais pelo seu desempenho. É evidente que a potência do motor era de 255 cv, graças ao uso de um motor V6 em vez de um motor de quatro cilindros. O motor era de 3 litros com sistema de controle eletrônico de Assistência Integrada ao Motor (IMA) preparado pela Honda e uma caixa automática convencional de cinco marchas em vez da usual CVT (transmissãocontinuamente variável). O IMA se referia ao motor elétrico alimentado pela bateria o qual "aumentaria" a potência do motor para uma aceleração máxima. Como medida para economizar combustível, o motor empregava o novo Sistema de Gerenciamento de Cilindro Variável da Honda, projetado para desativar três cilindros quando em velocidade de cruzeiro ou em desaceleração.


O revolucionário Accord Hybrid 2005 foi o primeiro híbrido de tamanho médio.
Honda 2007 via Wieck
O revolucionário Accord Hybrid 2005 é motorizado por um V6
Como o Civic Hybrid, o Accord não podia ser dirigido somente com eletricidade, mas não precisava ser ligado a uma tomada para ser carregado. Valorizado como o modelo mais caro da linha Accord, o Hybrid era equipado com os mesmos itens dos modelos EX V6, com estofamento de couro de fábrica, rádio por satélite, controle automático de climatização de zona dupla e bancos dianteiros aquecidos. Ele também ostentava uma grade única, spoiler incorporado, instrumentação especial e direção com assistência elétrica que economiza combustível, em vez de sistema hidráulico.
Outra exclusividade era o novo sistema eletrônico da Honda para controle de ruído ativo, com o intuito de reduzir o barulho mecânico, da rua e do vento. Por tudo isso, o Accord Hybrid era uma capacidade de força técnica, então imagine o desapontamento da Honda quando as vendas ficaram bem abaixo das projeções. Um fator provável era o preço inicial de US$ 30.000, o mais caro até hoje para um Accord e provavelmente alto demais para a maioria dos compradores de carros de tamanho médio.
Agora a única novidade da linha Honda Accord 2005 - os airbags laterais de cortina eram agora item de fábrica para todos os modelos, juntamente com os airbags de torso frontais.
Honda Accord 2006
O Accord retornou em 2006 com pequenas mudanças quanto ao seu estilo externo e acabamento interno. Como é normal na Honda, as alterações eram difíceis de serem percebidas sem ter a versão nova e a velha lado a lado. Mais significativo talvez, a linha expandiu-se para incluir sedãs VP ("Preço de Valor") um cupê e um sedã LX SE, todos com motores quatro cilindros e equipados para ocupar qualquer vazio em preços que os marqueteiros considerassem existente.
Honda Accord 2007
O Honda Accord concluiu um segundo ciclo de projeto de cinco anos com a temporada de 2007. Os modelos LX SE foram reduzidos a um sedã SE com preço levemente superior à versão VP de nível básico. Um cupê conceito mostrado no Salão do Automóvel de Detroit de 2007 sugeriu que a reestililzação programada para 2008 enfocaria um estilo mais intimidantes e dimensões levemente aumentadas.
Confiabilidade do Honda Accord
Airbags (2003): a luz de aviso do airbag pode acender devido a um defeito no sensor de detecção da posição do ocupante que precisa ser substituído. A luz também pode acender se um computador do tipo laptop for usado perto do banco do passageiro dianteiro, o que deve ser evitado.
Luz "Verificar Motor" (2003, 2004): isto pode acontecer se a bateria ficar fraca (com carga baixa), o que necessitaria de atualizações do software do módulo de controle do trem de força (computador do motor).
Problema elétrico (2003, 2004): a luz de aviso do ABS pode acender se água penetrar no(s) sensor(res) de rotação da (s) roda (s) traseira (s), que deverão ser trocados por outros aperfeiçoados.
Suportes do motor (2003): o carro pode vaguear de um lado para o outro devido a valores desiguais de cambagem; isto somente poderá ser corrigido realocando o berço do motor o mais para a direita possível.
Teto solar (2003): o teto pode não fechar completamente devido a um defeito no interruptor de fim de curso que precisará ser substituído.
Motor V6 (2002): dois problemas foram tratados como convocação de serviço. O tensionador automático da correia do comando de válvulas não funciona corretamente, resultando em frouxidão excessiva; um problema com a fundição da bomba d'água causa desalinhamento da correia do comando. Os dois componentes deveriam ser substituídos ao mesmo tempo.
Limpadores de pára-brisa (2003): a tubulação do reservatório do lavador do pára-brisa se deteriora e se transfere para o pára-brisa e seus limpadores; a tubulação e os limpadores deverão ser substituídos.
Convocações de segurança do Honda Accord
2003, 2004: a elevação do aquecimento na caixa automática pode levar, eventualmente, à quebra de dente da engrenagem ou da engrenagem, resultando em travamento da câmbio.
2004, 2005: durante a abertura, o tecido do airbag do lado do motorista pode rasgar depois de fazer contato com a superfície interna da tampa do airbag, aumentando assim o risco de ferimento. Os revendedores deverão instalar uma aba de proteção entre a tampa do módulo do airbag e o módulo interno.
2004, 2005: alguns veículos podem ter a fiação do sensor de posição do banco do motorista instalada inadequadamente; em uma colisão, isto pode fazer com que o airbag tenha pressão normal de enchimento, aumentando assim o risco de ferimento para motoristas mais baixos. Os revendedores deverão substituir o subchicote do sensor.
2005: um terminal solto na caixa de fusíveis principal pode fazer com que a bomba de combustível perca potência, tendo como possível conseqüência a parada do motor sem nenhum aviso; se a bomba ficar inoperante, não poderá ser dada a partida no motor.
2006 Hybrid: alguns veículos podem ter parafusos inadequadamente apertados nos sensores de impacto frontal do sistema de airbag do painel do carro; os sensores estão localizados perto dos faróis. Se os parafusos ficarem soltos ou caírem, os sensores poderão não detectar uma colisão e ativar os air bags, aumentando assim o risco de ferimentos. Os revendedores inspecionarão os parafusos e os reapertarão caso seja necessário.
Hybrid 2006: alguns veículos podem ter pneus que foram danificados ao serem montados nas rodas. Se a área de vedação for afetada, o pneu pode perder ar durante a sua utilização, aumentando assim o risco de um acidente. Os revendedores removerão e farão a inspeção de todas as rodas para verificar se há danos na área do talão.

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